Tons da vida

IMG_7852Um teclado tem cinco tons, em média pelo que eu conheço de teclados (desculpe a ignorância), tem do mais grave, ao mais agudo.

Grave: que ou aquilo que tem peso, de andamento lento.

Agudo: sutil.

Tendo esses significados das palavras a cima em mente, todos somos teclados, ou talvez (ignorância novamente) um instrumento qualquer.

A vida tem dos pontos mais graves, os quais são sentidos um peso incomum nas costas, no coração, na cabeça, na mente, enfim, na vida. Dali a um tempo esse grave vai diminuindo, diminuindo, diminuindo, até que…. Chega em um agudo, ainda não é aquela sutileza, mas está quase lá; o peso, esse pelo menos, já se foi, a leveza está começando a transparecer no meio de tantos sentimentos, de empilhamentos de ideia, de cascatas de informações, de visualizações, de quaisquer coisas que possam te encher.

E no fim, estamos flutuando sutilmente pelo agudo. O agudo pode ser o tom certo para algumas pessoas, onde elas se sentem seguras, onde as vezes nem precisam se esforçar para alcançar o mesmo, no caso, considerando-se o canto. Mas existem pessoas que não conseguem atingir essas notas, e o que elas seriam então? Elas são somente instrumentos? E as que alcançam todas? Com ou sem esforço?

Não! Elas não são somente instrumentos, são, as vezes, simplesmente esses cantores que não conseguem atingir o agudo e mantem-se, vivamente no grave, porque o grave lhe satisfaz, por que aquele tom é o certo para aquele tipo de voz, para aquele tipo de pessoa, para aquele tipo de música; repare, existem músicas que não são tão boas, tão lindas e fabulosas se cantadas em tons agudos, ou as vezes em graves, tudo, exatamente tudo, é ponto de vista!

Alguns são vozes, outros instrumentos afinados para aquele tom, outros ainda, teclados, de tão dominadores de suas próprias vidas conseguem ir do agudo ao grave sem muito esforço. No começo até é complicado; quem que toca um instrumento sem ao menos conhecê-lo? E assim é a vida, começamos aprendendo a toca-la. Ao longo dos anos podemos desistir, ir para outro rumo que não de toca-la, ou ainda permanecer ali em pé tentando doma-la, domar aquele tão fantástico instrumento. As vezes temos o apoio daquele professor que está sempre ali, de pé conosco, ajudando passo a passo; e algumas das vezes temos uma apostila, uma vídeo aula, e determinação, o que já basta.

Mas sabe de uma coisa? Nem é fácil permanecer ali de pé tentando e tentando, talvez algum dia você se canse e se sente, se canse e pare um pouco, mas lhe garanto que se for para ser daquele jeito, se a vida for para ser tocada da maneira como deve ser, você voltará, levantará, e perceberá que tudo depende de você, a vida depende de você permanecer ali, de pé; procurando o tom certo, aprendendo a toca-la.

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