o meu coração, finalmente MEU

Quando todos foram embora, um peso saiu de minhas costas, de minha cabeça, de minhas pernas, de minha vida.

Parece que agora sim, o tempo seria meu. Chegou a ser estranho uma vida sem ninguém para me dizer o que fazer, como prosseguir, me pedir frases, conselhos, momentos…. Agora a vida se tornava minha, porém eu não sabia nada sobre a MINHA VIDA.

Era parada demais, achar um foco foi mais difícil do que deveria. “Conhece-te a ti mesmo” não é uma frase vã, e foi mais útil do que eu desejava.

Olhar para si, tentar ver tudo que nós mesmos temos e o que é puramente nosso, é quase um teste de sobrevivência: se você não morrer de depressão, nada mais te mata.

Eu sei lá, meu coração pedia para bater e eu pedia que ele se calasse para eu poder entender, tudo que estava acontecendo. O meu cérebro gritava para que eu continuasse ali, tentando achar um foco e encontrar como prosseguir; e eu, só queria deitar e pensar em quem poderia me ajudar. No fim, quando o pulmão te asfixia por querer  mostrar que o caminho não é a monotonia,  aí sim, tudo muda. Nesse momento começa a doer e a mente a clarear e a partir disso, você vai até sua mãe, e percebe que por mais que ela possa te ajudar, com tudo, quem pode te ajudar, nessa confusão, é só o seu coração. Você vai até seu pai, o herói da sua vida, e por mais frases prontas de auto-ajuda que ele consiga te proclamar, o cérebro já avisou, a dor não vai parar. E só depois disso, de parar tudo e respirar, bem fundo, deixando o pulmão se expandir, é que tudo começa a agir e o coração a mandar ao cérebro, os estímulos de que tudo está bem, de que você não precisava de ninguém, e aí você aprendeu que o seu coração, nunca foi tão seu…. Doeu!

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