Amar, transitivo direto

Amar, para os mais sábios pode ser um verbo transitivo direto, e não passar disso, mas sabe, eu não sou muito sábia, e no mundo, talvez só esses mais sábios saibam de fato o que é amor, já que eu, continuo insistindo em usar complemento.

O amor precisa de uma condição, de uma afeição, ele precisa ser regado, mas na verdade mesmo, ele não precisa de nada. Que horror não é mesmo? Tenho certeza que você pensou que nas frases com o verbo amar, deveria ter alguém no fim, para mostrar, pelo menos o lugar onde esse sentimento vai parar.

Tem uns ventos que passam pela vida, que levam os cabelos, que insistem em bagunçar a cabeça que um dia fora arrumada, e ainda há os mesmos ventos acompanhados de garoa, e que garoa indesejada essa. Além de bagunçar todas as possibilidades de arrumação, ela vem e desfaz a paz, enche os olhos, tapam a visão. E é nesse meio que há o segredo do amor. Se os mais sábios não o complementam, mas o compreendem, pense você também. Eles já entenderam o segredo todo singelo, desse demonstrar, desse desejar, da continuidade e fluidez. Eles simplesmente sabem, e nós, míseros normais, ignorantes dessa arte, passamos a crer que os de fato ignorantes, não somos nós, mas que eles, tão sábios desacreditados, são os que não sabem.

Amar, um verbo tão simples de conjugar, mas quem diria (?), tão difícil de compreender. Se ao menos conseguisse viver, sem desse desfrutar, um dia, creio fortemente, que a compreensão bateria, toda saudosa, a porta, e ainda assim, eu lhe diria, que amar é necessário, como aquele simples rosário, de cabeceira da avó, toda devota, que esperou a vida inteira, para o dia do milagre.

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