“Tudo que sabemos sobre amar, é que precisamos de amor”

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Amor.

Amor.

Amor.

AMOR!

“Tudo que sabemos sobre amar, é que precisamos de amor”

Aquele pássaro que vem lá de longe, apreciando a paisagem, conferindo os arredores.

Quando chega demasiadamente perto, confere a agressividade da menina. E com calma de aproxima, querendo pousar em sua mão, com sua asa meio gasta, mas com um humor cativante.

A menina o leva para dentro, mostra para a família, pede ajuda e é atendida.

Por semanas ela o protege do frio, cuida de sua asa, da comida, e ele só a cativa, com cada som que exibe à menina.

Passam-se mais dias, e ele está lá, bem descansado e ela, com ele infiltrado em sua rotina. Depois de alguns dias ela o leva para fora de casa, para ele respirar aquele ar que tanto era acostumado.

Ele a observa, na esperança que ela não o olhe mais como olhava anteriormente, com aquela ternura, mas ela ainda está presente. Ele ronda mais um pouco seus sentimentos e a menina prevendo o que acontece se protege.

Arma em si um muro sentimental e começa a fechar as mãos, na esperança de que ele perceba que não poderá voar sem ela. Mas sabe, ela é ingênua e teimosa. Sua mãe pede que o solte, seu pai só a olha com compaixão, pois percebe a dor, e seu irmão alerta que vai se machucar.

Já era tarde.

A menina havia fechado a mão e o pássaro começava a gritar, rasgando os ouvidos dela, fazendo a mão sangrar até ela soltar. O que é claro, demorou.

Quando ele pensou em ir, imaginou voltar com uma amizade que lhe acolheria, só que pássaros são sacanas quando querem. Ele só queria conforto para quando precisasse, e ternura se necessitasse.

E a menina, doce menina, não era veterinária para saber. Ele a cortou, deixou uma cicatriz, mas para ela, aquilo não era nada, o que mais pesava eram os gritos que rondeavam em sua cabeça, sem parar.

Ela poderia repetir todos os sons que haviam saído dele, e mesmo assim não acreditava que conseguiria acreditar em tudo.

Depois de um tempo decidiu nomear o pássaro de Amor. Percebeu que quando ele vem tem que ser cuidadosa, e quando ele vai, tem que deixa-lo.

Ainda não é veterinária, mas costuma dizer que está em formação e que tudo que o Amor fez com ela, foi aprendizado, para que quando ela tenha um pássaro o qual ela realmente seja dona, ele possa escolher ficar, para que a gaiola fique aberta quando necessitar.

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