entre: Amor e a Paixão

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Ah, quem nunca?

“eu”!

Paixão: “grande sofrimento”, “sentimento intenso a ponto de ofuscar a razão”, “exaltação, cólera”, “alguma coisa que supera os limites da razão”, ” inclinação emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afastá-la da desejável capacidade de autonomia e escolha racional”.

Amor: “forte afeição por outra pessoa”, “relação amorosa”, “devoção”, “afeição por admiração, ou interesses comuns”, “demonstração de zelo”.

Se apaixonar, não é amar.

Amar, nunca será se apaixonar.

Se você não sabe o que sente, talvez não seja nem um, muito menos, o outro.

E quem sabe, ainda, o erro seja em tentar sentir alguma coisa, sem ao menos, saber o que é amor, ou paixão.

A metade das pessoas que diz amar, quando o sentimento começa a aparecer de fato, na verdade, percebe o erro.

Não era amor, menino. Ofuscou sua razão, foi a paixão.

Vamos combinar, você ficou irado.

Ela tentava dizer que tudo ia dar certo.

Que após duas semanas de relacionamento, tudo se encaixa, tudo flui.

Mas a cólera que você sentiu, quase te destruiu.

E  ainda assim, você dizia que era amor, que mentir não era do seu feitio.

Convenhamos, você foi afastado da sua escolha racional, a ponte de, olhar ela, hoje, e dizer, “infelizmente”.

Porém, menino moleque, piá dos pileque; amor, amor, amor, amor, amor mesmo, você nunca sentiu.

Quem dera você, ter sido sortudo de tê-la amado.

Guarda aí, guarda aí! O nome dela bem certinho, para se;

Vai que, algum dia, ela bate na sua porta, ou você na dela.

E aquela afeição forte, toma teu corpo.

Aquele zelo surge, e os interesses em comum, reaparecem.

É raro, você sabe, ela sentir devoção, mas para você, fácil, teria de ser….

Na verdade mesmo, é que menino moleque não sabe amar.

Quem sabe um dia aprenda, vivendo e se descobrindo, mas amar, amar, amar, amar mesmo, talvez, quem sabe, só ela, possa dizer, ter amado.

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