mundinho estranho

Foto da leitora Tiffany Veríssimo

Foto da leitora Tiffany Veríssimo

 

Eu repito para mim mesma, e não sei quantas vezes serei capaz de repetir, mas não que isso fará diferença no que você pensa, não é?

Enfim, eu só repito “não sou boba, não sou boba, não vivo em uma bolha, olhe o mundo ao redor”.

Você sabe que eu repito e que toda noite choro quando não tenho mais nada que fazer. O que mais dói é que você sabe de todas as minhas manias, minhas desgraças, minhas alegrias e seria capaz de saber, ainda, tudo que faria por você, porém, você também sabe; VOCÊ, essa palavra, essa pessoa, são meus pontos fracos.

VOCÊ, invadiu meu mundo, aquela bolinha que era tão calma ao ver-se de longe, em um mero sorriso, estampado em um tímido brincalhão, rosto.

A bolha estava ali, calma, nenhum vento para arruinar tudo, nenhuma pessoa capaz de faze-la se desfazer, e as cores, aquelas cores da junção do sabão com a água, estavam todas no lugar correto, para aquela perfeita foto. Para aquela perfeita vida.

VOCÊ, adivinhe! Mas só vale adivinhar, se for você!

Você chegou, e estourou ela, me deixando sem um mísero pingo, para poder reconstruir essa tão maravilhosa bolha. O que restou agora? Hein?

Seus restos?

Nem pingo eu tenho!

Suas marcas?

Meu coração grita por ajuda e minha mente repete, como você mesmo sabe, que eu ficarei bem.

Bem não é suficiente, até porque, para mim, tudo que era BEM, tudo que era BOM, para mim, essa pessoa que te fala, até agora, era VOCÊ!

Como poderia acreditar em alguém sem sua bolha? Em alguém despido de seu mundo?

Você, de novo, tem razão. O melhor para mim, é minha bolha de sabão!

 

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