decision

Ele entrou em casa e pôs-se a chorar. Tentou se convencer de que tudo que é bom, um dia têm de acabar.

Fora ele quem tomara a decisão, não havia o que questionar, mas ele sente, e sentia muito. Vê-la chorar não estava em seus planos e isso o tocou. Senti-la lutar para que não houvesse um fim, também não fora planejado.

Quando sentou na mesa para jantar, olhou seus pais e se convenceu, nem tudo que é bom, deve ter um fim; mas tudo que não se encaixa, talvez sim.

Ele era todo moleque, e se convenceu que ela merecia coisa melhor, ou que ele merecia alguém menos “no pé”. Para que tanta cobrança se havia confiança?

Hoje em dia, está tão simples se relacionar, é só teclar, e tudo pode mudar; mas ela não quer isso, e ele sabia muito bem.

Ela quer algo para poder lutar, quer ter convicção e um escudo nas mãos. Ele não quer fazer parte dessa luta, ele quer o mais simples possível, e talvez, só talvez, esse seja o problema atual: o fácil demais, é substituível, tão fácil, quanto alcançado.

Ele percebeu que a luta dela seria em vão, que uma hora ou outra ele machucaria aquele coração, então chegou a conclusão que aquela “idiota pura dos olhos castanhos” merecia mais que apenas aquele rapaz.

As vezes até mesmo as pessoas mais atuais, merecem e querem um amor ultrapassado, e as vezes as pessoas mais desconectadas, preferem o mais fácil alcançável; deixar que cada um escolha o que quer, é um grande passo para poder ser o que você tiver que ser.

 

 

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