volto já, fui brincar

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(foto: @e.twho)

O tempo nunca me deixou parar.

Parar e pensar para onde eu corria.

Só queria poder decidir calmamente para onde seguir. Mas não pude.

Quando paro. Perco tempo.

Perco dias. Talvez momentos.

Era uma criança. Chorava e conseguia saber para onde seguir.

Era uma criança. Sorria e conseguia chegar longe.

Os passos não eram pesados, mas isso não significava agilidade.

Era só mais leve que o fardo que uma pessoa grande deve carregar.

Cresceu e perdeu um pouco da magia.

Quando olhava as fotos sentia falta de alguns momentos;

Almejava a vida adulta como se tudo fosse mil maravilhas.

Hoje almeja a ingenuidade da vida infantil, como se aquilo tudo tivesse sido perdido.

“Não se preocupe”. Dizem eles. (são só adultos)

“Ata”. Sugestivamente concordam com meus planos. (são só adultos)

No fim, a criança dentro de cada um, nunca se foi, nunca se escondeu.

“Fui brincar, mas já volto”. Escreveria se soubesse.

Se a pudéssemos ver, ela estaria sorrindo, chorando ou imaginando, como nunca deixara/á de fazer.

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